Cirurgia Geral

Consultas Especializadas

Cirurgias

Centro de Cirurgia da Hérnia Inguinal (via aberta e laparoscópica)

Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico (via laparoscópica)

Cirurgia do Cólon e Recto (via laparoscópica)

Cirurgia da Vesícula Biliar e Vias Biliares (via laparoscópica)

Cirurgia da Obesidade (via laparoscópica)

Cirurgia da Tiróide

Cirurgia da Mama

Patologias

Digestiva:
Refluxo Gastroesofágico
Vesícula Biliar, Vias Biliares, Pâncreas e Fígado
Pancreatica
Apendicite
Intestinal (Cólon e Recto)
Anorectal (Hemorróidas, Fístulas, Abcesso, Fissuras)
Oncologia Digestiva ( Tumores Estômago, Cólon, Recto,…)

Mamária:
Nódulos da Mama
Tumores da Mama

Parede Abdominal:
Hérnias e Eventrações

Centro de Cirurgia da Patologia Hemorroidária

Prof. Dr. João Araújo Teixeira
Director do Serviço de Cirurgia Geral do Departamento de Cirurgia da Faculdade deMedicina da Universidade do Porto
Assistente Graduado Sénior do Hospital de São João
Regente da Disciplina de Propedêutica Cirúrgica

Este Centro de Patologia Hemorroidária está integrado na Clínica do Bonfim, tendo como objectivo proporcionar aos seus utentes, uma assistência de elevada qualidade e profissionalismo. Terá ao seu dispor uma consulta específica no âmbito da Proctologia (Doenças Ano-Rectais), sendo este centro dirigido pelo Prof. Dr. João Araújo Teixeira.

 

O que são Hemorroidas?
As hemorroidas são dilatações dos vasos sanguíneos da região anal; A doença hemorroidária é a manifestação clínica mais frequente da região anal, representando 50% dos doentes que procuram uma consulta da especialidade.

 

Classificação das Hemorroidas:

  • Hemorroidas Internas (Localizadas na parte mais interna do ânus; não causam dor);
  • Hemorroidas Externas (Localizadas na parte mais externa do ânus; podem causar dor);
  • Hemorroidas Mistas (Em alguns casos, uma mesma pessoa pode ter hemorroidas internas e externas; causam dor).

 

Implicações das Hemorroidas:

  • Dor
  • Hemorragia
  • Prolapso
  • Fissura Anal
  • Úlcera
  • Fístula Anal
  • Estenose Rectal
  • Prurido Anal
  • Retenção Urinária
  • Incontinência Fecal
  • Obstipação
  • Mariscas
  • Pseudopolipos

 

Tipos de evolução:

  • GRAU I – Estado inicial. Sem prolapso hemorroidário; as hemorroidas conservam a sua anatomia. Sintomas – Sangramento.
  • GRAU II – Há exteriorização das hemorroidas c/ esforço que se reduzem espontâneamente a seguir ao acto defecatório. Sintomas – Sangramento; Desconforto Anal.
  • GRAU III – Após a evacuação, a redução das hemorroidas não é espontânea, necessitando redução manual.
  • GRAU IV – Há Prolapso Hemorroidário Permanente; impossibilidade de redução. Sintomas – Sangramento; Prolapso; Dor; Trombose.

 

Factores que influenciam o aparecimento das Hemorróidas:

  • Gravidez;
  • Parto;
  • Factores Alimentares;
  • Pressão Abdominal;
  • Vida Sedentária;
  • Dificuldade em defecar;
  • Obstipação crónica;
  • Medicamentos;
  • História familiar.

 

Quais os sintomas das Hemorróidas?

  • Sangramento (De cor vermelho vivo, ocorre frequentemente durante ou após a evacuação, gotejando na sanita ou manchando o papel higiénico);
  • Dor (Geralmente quando há trombose ou inflamação da hemorroida);
  • Prolapso (Quando há exteriorização das hemorroidas para fora do anus);
  • Ardência Anal (Associada à ingestão de certos alimentos);
  • Prurido Anal (Sensação de coceira na região Anal);
  • Excreção de muco;
  • Obstipação (Prisão de ventre).

Aconselha-se as pessoas a consultarem um especialista imediatamente após primeiro sinal de um dos sintomas atrás descritos.Hemorróidas Mistas (Em alguns casos, uma mesma pessoa pode ter hemorroidas internas e externas; causam dor).

 

Como fazer o diagnóstico?

  • História clínica pormenorizada;
  • Toque rectal;
  • Anuscopia;
  • Rectoscopia;
  • Colonoscopia Total (Casos seleccionados, como em indivíduos com mais de 40 anos).

 

Tratamento Médico:
1. Medicamentos flebotónicos (crises congestivas e rectorragias)
2. Anti-Inflamatórios (Trombose com edema)
3. Soluções tópicas anti-hemorroidárias.
O tratamento vai depender do tipo de hemorroidas encontrado (grau I-IV)

 

Tratamento Cirúrgico:
O tratamento cirúrgico das hemorroidas pode ser realizado em regime de Ambulatório, sem internamento hospitalar.
Ao contrário do que sucedia há algumas décadas, o pós-operatório dos doentes operados hoje, não tem rigorosamente nada a ver com o pós operatório penoso de então, com dores e complicações pós-operatórias, uma vez que tanto os melhores conhecimentos sobre a fisiopatologia da doença hemorroidária, como novas técnicas cirúrgicas (que hoje em dia se realizam em regime de ambulatório, portanto sem internamento, e com anestesia local, o que leva o doente a ter alta , após 6-8 horas da cirurgia) e obviamente também, melhores cuidados pós-operatórios, modificaram radicalmente o “Quadro” com que se apresentava esta patologia.
Convém referir ainda que a “Técnica Cirúrgica” para este tipo de Doença, terá que ser executada por Cirurgiões experientes em Centros (Ambulatórios ou não) que estejam devidamente equipados e montados para o efeito.

 

Indicações para Tratamento Cirúrgico:

  • Hemorroidas 2º e 3º grau trombosadas;Prolapso Hemorroidário;
  • Hemorroidas de 1º e 2º grau sangrantes que não cedam a tratamento médico ou instrumental;
  • Ineficácia do tratamento médico;
  • Tromboses de repetição;
  • Hemorroidas c/lesões associadas: Fissuras anais; Condilomas;
  • Doentes em que a vida quotidiana está pertubada pelas manifestações da Doença Hemorroidária.

 

Técnicas Cirúrgicas:
1. Milligan-Morgan
2. Ferguson
3. Parks
4. Cirurgia c/laser (Pós-Operatório simples, pouco doloroso)
5. Longo

 

Cirurgia em Regime Ambulatório:

  • Proctologia:
    • Hemorroidas;
    • Fissuras Anais;
    • Fístulas.
    • Quistos Sacrococcígeos.
  • Cirurgia da Parede Abdominal:
    • Hérnia Inguinal;
    • Hérnia Umbilical;
    • Hérnia Epigástrica.
  • Cirurgia com Internamento Hospitalar:
    • Cirurgia Gastro-Esofagica:
      • Refluxo Gastro-Esofagico – (Laparoscopia 24h)
      • Hernia do Hiato – (Laparoscopia 24h)
      • Obesidade (banda gastrica) – (Laparoscopia 24 – 48H)
    • Cirurgia do Colon e Recto (doença inflamatória intestinal, tumores…)
    • Cirurgia da Tiroide (bócio multinodular, tumores…)
    • Cirurgia Biliar: Colecistectomia (Vesicula Biliar) – Laparoscopia 24h

Centro de Cirurgia da Hérnia Inguinal

Prof. Dr. João Araújo Teixeira
Director do Serviço de Cirurgia Geral do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Assistente Graduado Sénior do Hospital de São João
Regente da Disciplina de Propedêutica Cirúrgica

O Centro de Cirurgia da Hérnia Inguinal está integrado na Clínica do Bonfim, tendo como objectivo proporcionar aos seus utentes, uma assistência de elevada qualidade e profissionalismo. Terá ao seu dispor uma consulta específica no âmbito da Hérnia da região inguinal, sendo este centro dirigido pelo Prof. Dr. João Araújo Teixeira.

 

O que são Hérnias?

Hérnia tem origem na palavra grega “Hernius” que significaria “Rebento” e chegou até nós como Hérnia através do latim. As Hérnias são desde há milhares de anos reconhecidas como um desafio cirúrgico e as técnicas utilizadas actualmente no seu tratamento, são o resultado de um longo caminho percorrido no conhecimento anatómico das estruturas abdominais e no seu funcionamento. Estima-se que a prevalência das Hérnias na população geral seja de 3 a 8 % valores que variam consoante a literatura consultada. As Hérnias da região inguinal constituem a Patologia Cirúrgica mais vezes diagnosticada entre os Homens e a 2ª cirurgia mais realizada em todo o Mundo, a seguir à Apendicectomia, dados reveladores do seu impacto na saúde pública e na economia.

 

Complicações

  • Estrangulamento
    • Acontece em 1.3 – 3% das Hérnias;
    • A maioria são Hérnias Inguinais indirectas;
    • As Femorais têm maior taxa de estrangulamento;
    • A probabilidade de estrangulamento é maior nos primeiros meses.
  • Encarceramento
    • Uma Hérnia diz-se encarcerada quando o seu conteúdo está fixo no saco, devido ao seu grande volume e/ou orifício Herniário muito apertado com formação de aderências;
    • A Hérnia é irredutível mas não há estrangulamento ou obstrução;
    • As Hérnias Femorais, são as que têm mais tendência para encarcerar devido ao limite rígido do Anel Femoral.

 

Oclusão Intestinal
A sequência de Encarceramento >> Estrangulamento >> Oclusão é facilmente entendida. Fala-se em Estrangulamento da Hérnia, quando o aporte sanguíneo do seu conteúdo é interrompido, o que acontece facilmente na Hérnia encarcerada. Constitui uma Emergência Cirúrgica se não for feita uma rápida descompressão ao nível do orifício Herniário, desenvolve-se um processo progressivo que termina na necrose do conteúdo herniário. Dado que é clinicamente difícil de distinguir uma Hérnia Encarcerada de uma Hérnia Estrangulada opta-se por considerar a primeira como uma urgência cirúrgica, embora em Hérnias encarceradas antigas o carácter urgente não seja tão nítido.

A região inguinal é o local mais comum de ocorrência de uma herniação abdominal. A Hérnia Inguinal representa 69% da doença herniaria no adulto. É bastante mais comum no homem (80%) atingindo 20% das mulheres. É duas vezes mais comum no lado direito do que no esquerdo(nos homens até aos 40 anos). Nos homens com idade superior a 40 anos, 40% das Hernias Inguinais são bilaterais, sendo a distribuição unilateral equivalente. As Hernias Crurais são mais comuns na mulher do que no homem (proporção 4/1) e na faixa etária acima dos 40 anos, é também mais frequente à direita. O escalão etário acima dos 60 anos nos pacientes portadores de Hérnia Inguinal, representa 18% do total de doentes com Hérnia Inguinal. Com a idade aumenta a incidência, a probabilidade de estrangulamento e o numero de hospitalizações.

Tipos de Hérnias
Os principais tipos de hérnias, por ordem de ocorrência são:

  • Hérnia inguinal – (directas ou indirectas)
  • Hérnia umbilical
  • Hérnia epigastrica
  • Hérnia crural (ou femoral)
  • Hérnia incisional
  • Hérnia do hiato esofágico
  • Hérnia muscular
  • Hérnia Bochdaleck

 

Sintomas

  • Frequentemente assintomáticos;
  • Dor ou desconforto local, que aumenta durante o dia;
  • Sensação de repuxamento;
  • Dor testicular que aumenta durante o dia sobretudo nas hérnias inguinais;
  • Alterações no transito intestinal;
  • Dor muito forte com hipersensibilidade, poderá ser sinónimo de estrangulamento e motivo para cirurgia urgente;
  • A Hérnia poderá ser causa de obstrução intestinal que originará:
    • o vómitos,
    • o dor abdominal (tipo cólica) intensa,
    • o distensão abdominal ou obstipação total, todos estes sintomas são igualmente motivos para cirurgia urgente;
  • Nas crianças, o mais frequente é as mães observarem uma saliência na região inguinal quando a criança chora ou tosse.

 

Sinais

  • Tumefacção;
  • Geralmente os doentes referem que a tumefacção vai aumentando ao longo do dia, aumenta com o esforço;
  • Factores Predisponentes ou Desencadeantes
  • Posição Erecta;
  • Insuficiências congénitas ou adquiridas nos músculos da região inguinal (oblíquo interno);
  • Elevações repetidas da pressão intra-abdominal;
  • Enfraquecimento dos músculos e fáscias com o tempo (maior nos fumadores, nos idosos, portadores de doenças do tecido conjuntivo e doenças sistémicas);
  • Lesões Nervosas (fracturas, cirurgias);
  • Presença de um saco Herniario pré-formado;
  • Distensão abdominal;
  • Ascite ou Diálise Peritoneal (pelo aumento crónico da pressão intra-abdominal);
  • Bronquite crónica obstrutiva;
  • Obstipação crónica.

 

Diagnóstico

  • Essencialmente clínico;
  • O exame físico deve ser realizado com o doente de pé e deitado;
  • Pesquisar presença de Hérnia Contralateral;
  • Apreciar tónus muscular e consistência da parede abdominal;
  • Investigar factores desencadeantes ou predisponentes (tosse, marcha…);
  • Examinar órgãos genitais externos;
  • Exame físico – principais objectivos:
    • Determinar o tipo de Hérnia;
    • Determinar características da Hérnia;
    • Tamanho, cor, temperatura, dor à palpação;
    • Redutibilidade;
    • Coercível ou não;
    • Se está estrangulada (emergência cirúrgica).
  • Manobra “impulso à tosse” (este sinal é quase diagnóstico de Hérnia)
  • Manobra do “dedo enluvado” (invaginação do escroto, com a Hérnia reduzida de modo a atingir o Anel Inguinal superficial, procurando-se de seguida após o esforço com a tosse sentir a respectiva impulsão no dedo)
  • Manobra dos “3 dedos” (identificação do tipo de hérnia)
  • Pesquisar sintomas sistémicos

 

Diagnóstico Diferencial

  • Hérnias Inguinais
    • Hérnia femoral
    • Hidrocelo
    • Ectopia testicular
    • Criptorquidia
    • Lipoma do cordão
  • Hérnias Femorais
    • Hérnia inguinal
    • Linfadenopatias
    • Varizes da safena
    • Ectopia testicular
    • Lipoma
    • Abcesso Psoas
  • A maioria dos diagnósticos diferenciais são possíveis de realizar, através da história clínica e exame físico.

 

Exames Auxiliares de Diagnóstico

  • Ultrassonografia: Pode ser útil no diagnóstico de Hérnias em doentes que referem sintomas, mas que não apresentam massas palpáveis. Pode ser também útil no diagnóstico diferencial entre uma hérnia encarcerada e outras causas de massas palpáveis. Este exame realizado com o doente em pé, acompanhado pela manobra de valsava, tem como especificidade um valor superior a 90%.
  • Tomografia computorizada: Indicada nas raras situações em que o doente apresenta queixas, mas não há tumefacção palpável e a ecografia é negativa.

 

Tratamento Cirurgico

“A história da cirurgia das hérnias é quase tão velha como a da própria cirurgia…”

Todas as hérnias devem ser reparadas cirurgicamente, salvo as situações em que o estado geral do doente, não permita a realização do acto cirúrgico, ou que esse acto piore o prognóstico. Existe um vasto número de técnicas cirúrgicas supostamente capazes de reparar este problema, contudo só algumas revelaram ser capazes de obter bons resultados e persistir ao longo do tempo, não obstante o continuo aperfeiçoamento técnico. O objectivo da hernioplastia é restituir a integridade das estruturas anatómicas de modo a impedir a protusão do conteúdo abdominal.

 

Técnicas Operatórias

  • hernioplastia clássica anterior
  • hernioplastia posterior
  • hernioplastia anterior com uso de prótese
  • hernioplastia posterior com uso de prótese
  • hernioplastia (via laparoscopica).

 

O que é a cirurgia ambulatória?
Trata-se de uma intervenção cirúrgica programada, realizada com anestesia local, regional, geral ou com sedação que requer cuidados pós-operatórios pouco intensivos e de curta duração (4-6 horas), pelo que não necessita de internamento hospitalar, permitindo ao doente ter alta no mesmo dia da operação.

 

Vantagens da Cirurgia Ambulatória:

  • Baixo Custo;
  • Alta no dia do internamento;
  • Rápida e fácil reintegração social;
  • Menor desconforto pós-cirúrgico;
  • Menor indice de complicações pós-operatórias.

EspecialidadeCorpo Clínico

Prof. Dr. João Araújo Teixeira
Cirurgia Geral
Director do Serviço de Cirurgia Geral do Departamento de Cirurgia da FMUP
Assistente Graduado Sénior do HSJoão
Regente da Disciplina de Propedêutica Cirúrgica
Dr. Carlos Jorge Sampedro Nogueira
Cirurgia Geral
HSAntónio
Dr. Fernando Osório
Cirurgia Geral
HSJoão